(sem título)
- arquivo de memórias
- 1 de ago. de 2016
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Abro a janela de meu quarto todas as manhãs e avisto a mesma paisagem de sempre: a torre do castelo. Lá está ela imponente e resistente a mostrar, a quem passa desatento pelas ruas da cidade, que resistiu à passagem incrédula do tempo. Esse mesmo tempo que não para, que segue em frente de forma frenética, cruel e avassaladora, atropelando nossos sonhos e esperanças e que ousamos, um dia, acreditar. Somos seres frágeis e ávidos por simples momentos mágicos que validem nossa existência. Somos todos tolos, sonhamos com o amor eterno, o prazer sem fim e o sentimento da paixão infinita. Olho mais uma vez a torre do castelo, antes de começar meu dia de trabalho, e clamo aos céus que meus desejos e afetos também resistam ao tempo, como a bela torre azul do castelo que avisto da minha janela.
Texto: Paulo Visani
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