top of page

(sem título)


Abro a janela de meu quarto todas as manhãs e avisto a mesma paisagem de sempre: a torre do castelo. Lá está ela imponente e resistente a mostrar, a quem passa desatento pelas ruas da cidade, que resistiu à passagem incrédula do tempo. Esse mesmo tempo que não para, que segue em frente de forma frenética, cruel e avassaladora, atropelando nossos sonhos e esperanças e que ousamos, um dia, acreditar.  Somos seres frágeis e ávidos por simples momentos mágicos que validem nossa existência. Somos todos tolos, sonhamos com o amor eterno, o prazer sem fim e o sentimento da paixão infinita. Olho mais uma vez a torre do castelo, antes de começar meu dia de trabalho, e clamo aos céus que meus desejos e afetos também resistam ao tempo, como a bela torre azul do castelo que avisto da minha janela.


Texto: Paulo Visani

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
A sensação da rede

Comecei tomar forma num galpão de alta tecnologia alemã. Quando meus 14 painéis em couro sintético saíram da impressão, os gomos foram...

 
 
 
saca-rolhas, ampulheta, preâmbulo

uma ladeira no ar, explicou, mas ninguém conseguia entender. tinha dado de se explicar complicando, e os amigos já não aguentavam. uns...

 
 
 
Sued, o deus do avesso

Povo dado a crendices… Eu falei que esse negócio de deus era complicado, que tem coisas com as quais é melhor não mexer, que cada um...

 
 
 

Comentários


projeto arquivo de memórias narrativas

 © 2023 by Agatha Kronberg. Proudly created with Wix.com

site atualizado 6 de Outubro de 2024

em breve uma nova atualização

  • Grey Facebook Icon
  • Grey Instagram Icon
bottom of page