Cidade Limpa
- arquivo de memórias
- 18 de out. de 2016
- 1 min de leitura

Pensamentos se tornam voláteis além da paisagem petrificada. Impossibilidade de contar o mundo. Espaço de referências vazias produzindo eco em algum ponto do lápis. Um gole e a possibilidade de experimentar a espera. Um bate-estacas na cabeça: mensagens subliminares violando os sentidos. Pares de olhos. Inconscientes destinatários. Os postes não mentem. Minhas pernas não frequentam a sua rua. Só a intenção dos meus dedos. Não há onde os mapas não levem. É a prática que às vezes erra. O outdoor me olha e avisa. Ver é um tocar sem as mãos com jeito de ainda. O que nos fascina é tudo aquilo que está ausente.
Texto: Fabio Reoli
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