Beleza se põe na mesa
- arquivo de memórias
- 14 de jul. de 2016
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Ela era linda. Nascida na Bavária. Morara alguns anos em Freiburg onde se especializara em vitrinismo. Fazia um bolo de chocolate – tipo floresta negra – sem igual. Nos casamos na catedral de Ulm. Subimos ao Zugspizel e miramos os alpes das três bandeiras. Passamos a lua de mel trocando de hotéis na rota romântica. Meus amigos achavam nossa relação incomum, mas no dia a dia, tudo era muito normal entre nós. Ela trabalhava em um pequeno restaurante perto do lago Titisee. Eu não fazia nada além de cuidar dela, deixava tudo brilhando pra ela. De noite eu ia buscá-la para voltarmos no bonde juntinhos, ela não gostava de vir sozinha. Não podia passar um minuto longe dela. Sentia uma falta… Amor, era isso! Ela me fazia o indizível. Eu ali assistia, jogava, ria dela, brincava, polia nossa vida. Seu jeitinho era meigo, meio duro. Alguns acreditavam que ela era seca comigo. Mentira! Isso era em público. No particular, como se dizia, no privado, era toda sensualidade e carícias. Incríveis, como só ela sabia. Mas tudo se quebrou. Eu caí em desgraça. Ela ficou irada ao me ver pegando na mão daquela outra garçonete (aquele sujeitinho que a adorava e que trabalhava com ela registrou o momento, o infeliz). Ela aceitaria tudo menos ser trocada por Frida, esse era o nome da outra. Elas se odiavam. Disputa entre mulheres lindas. Ela se casou de novo com o desgracido. Eu voltei ao Brasil. Meu nome é Carlos. Moro em Riachuelo, Sergipe, se alguém souber de uma boa pretendente pra mim, por favor escreva para buscomocabonita@******.com.br
Texto: Sergio Alves
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