A faca do amor
- arquivo de memórias
- 8 de nov. de 2016
- 1 min de leitura

Leda, Leda, como você está bonita na foto, com esse corpo desejável e o sorriso que iluminava nossas noites. Você me fez tão feliz, estimulou meus sentidos, multiplicou meu prazer. Nunca tinha aproveitado tanto uns dias na praia. Fiquei totalmente apaixonado, mas parece que você não. Quando voltamos para São Paulo veio primeiro com esse papo bobo de “Estou na dúvida” e para completar: “Melhor a gente parar de se ver”. Depois sumiu do mapa, não atende minhas ligações, não me deixa entrar no seu prédio.
Leda, você está redondamente enganada. A coisa não funciona assim. Você não pode me deixar porque sim, de um dia para outro. Eu não mereço isso. Você vai pagar pelo que fez comigo. Está vendo a faca que tenho na mão, como ela é afiada, como corta a foto?
Leda, vou sair agora para te procurar. Sei os lugares que você frequenta. Quando eu te achar, vou te machucar. Se estiver acompanhada, o otário vai junto.
Texto: Diego Liguori
Comentários